Ponto prévio: esta lista é 100% correcta. Se eu digo, é porque é, e falo com conhecimento de causa. Obviamente existirão locais ainda piores, mas esses são os sítios onde eu nem sequer ponho os pés à partida.
Vou fazer isto por partes, com 1 ou 2 sítios por post, porque tenho pouca pachorra para escrever tudo num.
Ora bem, passando ao que interessa, começo com alguns dos piores restaurantes cá do burgo.
Lar do Motorista

Os meus colegas de curso parecem adorar este restaurante, já que os "jantares de curso" são sempre lá. Fica em Matosinhos, perto do Norteshopping, e é barato (uns 6,5€ por pessoa). Pelo que me parece, é uma espécie de local de culto para universitários bêbados que gostam de conviver à hora do jantar. O facto de ter estudantes comprova, por si só, a merda que aquilo é.
Mas deixem-me explicar-vos melhor. Fui lá uma vez jantar, uma amiga fazia anos e não quis dizer que não. Arrependi-me ao fim de 2 minutos. A comida é má, muito má. São batatas fritas gordurosas e entrecosto e essas coisas baratas mas que são uma merda naqueles sítios. O serviço é péssimo: obrigaram-nos a pagar ANTES de começarmos a jantar (sem dúvida inédito), são antipáticos e a suposta comida e bebida "à descrição" (outro indicador negativo) são à descrição até os senhores acharem que já chega. Demoram anos a trazer mais comida e mais bebida, muitas vezes esquecem-se. A simpatia não é um conceito muito comum aqui, o que também ajuda bastante à classificação negativa. O facto de sermos obrigados a pagar antes faz com que as pessoas normais tenham vontade de sair imediatamente de lá. Basicamente, estão a dizer que não somos de confiança, o que não é um bom começo para uma relação entre restaurante e cliente.
Ambiente miserável, cheio de estudantes atrasados mentais a fazer barulho e a embebedarem-se em 4 minutos com 2 copos de cerveja. Batem ruidosamente com os talheres na mesa enquanto berram aquelas idiotices das faculdades. Ouvem-se hits como "se o Arnaldo quer ser da nossa malta", "Letras é Merda", "Em cada cientista há um brochista" e outras barbaridades do género. Pelo meio bebem que nem cães e começam a falar ainda mais alto. A taxa de azeiteiros/barraqueiras é também extremamente elevada. Alguns segundos neste restaurante e percebemos porque é que a taxa de desemprego nos universitários é tão grande.
Assador Típico (Zona Industrial)
Há vários restaurantes desta cadeia pelo Porto fora, mas debruço-me essencialmente sobre o que fica situado na Zona Industrial do Porto, perto das discotecas da moda. Uma vez fui ao das Antas e não era tão mau assim, apesar de a comida não ser grande coisa. O da Zona Industrial é fraco a todos os níveis. Começa pela clientela, que emana puro azeite do mais alto calibre. Camisinhas pretas justas e abertas até meio e muito gel no cabelo nos homens, e nas gajas mini-saias ridículas a mostrar as coxas que parecem troncos de sequóias e tops cheios de brilhantes e merdas assim. Mas ok, isto seria minimamente suportável, não fossem as outras condicionantes que fizeram com que eu simulasse uma dor de cabeça às 23h15 para poder sair deste restaurante mais cedo.
Como qualquer restaurante virado para o churrasco, o Assador Típico foi tomado de assalto pelos brasileiros. Todos os empregados são brasileiros, mas isso tudo bem. Claro que o problema é que isto implica que umas colunas estejam a despejar constantemente música brasileira de merda durante horas a fio. As barraqueiras divirtem-se e adoram, os empregados parecem mais preocupados em dar show do que em cumprir a sua missão e servir os clientes, e os azeiteiros parecem adorar. O restaurante está cheio de mesas enormes com jovens e jovens adultos que aqui celebram os seus aniversários numa orgia de tortura musical e má comida. Da única vez que lá fui, a comida vinha fria, e obviamente era para aí entrecosto grelhado com batatas e arroz. Falar com as pessoas da mesma mesa é virtualmente impossível, por causa da música brasileira que ensurdece os clientes. Como se não bastasse, as barraqueiras vibram e começam a cantar aos berros quando começa a dar a "Poeiraaaa" e lixo desse tipo.
O momento alto começa para aí às 22h45, quando está tudo a acabar de jantar. Os aniversariantes são convidados a ir para um palco e fazer as maiores idiotices. Acho que geralmente é cantar e dançar, actividades que se forem misturadas com o azeite entram em rápida explosão. Nesta altura a música fica ainda mais azeiteira, e ficam umas 6 ou 7 pessoas lá no palco com um microfone. Não sei qual era o objectivo daquilo porque saí mais cedo. Ainda fui a tempo de ver várias pérolas. Cantam-se os parabéns colectivamente e ad eternum a toda a gente que faz anos, o que por si só é uma idiotice. Eu fui lá porque uma colega fazia anos, e não porque uma orca estúpida com um top que lhe põe as banhas todas à mostra fazia anos, por isso agradecia não ter que lhe cantar os parabéns. Depois, a certa altura, chega um pretalhão que se deve chamar Jamal ou assim, apenas munido de uns mui-reduzidos calções de ganga. Dança loucamente no palco junto das aniversariantes que rejubilam e riem aparvalhadamente. A multidão delira com a situação e aplaude fervorosamente e incentiva o acontecimento. Os empregados já estão nesta altura a dançar despreocupadamente pela sala, e a música aumenta ainda mais de volume, mesmo quando se achava que isso era tecnicamente impossível.
É mais ou menos por esta altura que digo que não aguento mais a "dor de cabeça" e venho embora.